InícioBibliotecaNovidades
Medicina funcional integrativa · CRM-GO 33567
Novidades
Uma leitura por semana. Estudo, revisão ou aparelho, com o artigo original.
27/09/2026
Três leituras desta semana: magnésio L-treonato, PeptiStrong e laser na tireoidite de Hashimoto. Nenhum tem ensaio no New England Journal of Medicine, na Lancet ou no JAMA. Entrou na biblioteca o melhor estudo publicado de cada um.
Ensaio clínico pequeno
Magnésio L-treonato
Magnésio L-treonato e memória
O ensaio de 2016, com 44 adultos de 50 a 70 anos, melhorou o escore composto de cognição (p = 0,003). O de 2025, com 100 adultos mais jovens, melhorou o composto do NIH (p = 0,043) e não mudou o teste de Raven. O anel de sono não separou os grupos.
Desfecho principal sem diferença
PeptiStrong · Journal of Nutrition
PeptiStrong e massa muscular
Em 30 homens jovens, 7 dias de imobilização e 14 de recuperação, a área do quadríceps caiu igual com o peptídeo da fava e com proteína do leite. Na recuperação, a síntese muscular foi maior com o peptídeo: 1,53% ao dia, contra 1,23% (p = 0,027). É o periódico de mais peso entre os dois ensaios.
Um centro · amostra pequena
Laser · Hashimoto
Laser de baixa potência na tireoidite de Hashimoto
No ensaio de São Paulo, 2013, a dose aos 9 meses foi 38,59 µg/dia com laser e 106,88 µg/dia com placebo. Seis anos depois a dose ainda era menor, e os anticorpos já não diferiam. Uma revisão de 2026 reuniu seis estudos clínicos e apontou protocolos diferentes, vários misturados com selênio ou vitamina D.
27/09/2026, segunda parte
Onze leituras de longevidade, composição corporal e aparelho. O periódico está no texto.
Coorte · New England Journal of Medicine
Mulheres · 30 anos · 2024
PCR ultrassensível, LDL, Lp(a) e risco cardiovascular
Women's Health Study: 27.939 mulheres saudáveis, 30 anos, 3.662 primeiros eventos. Do quintil mais alto para o mais baixo, a razão de risco foi 1,70 para a PCR ultrassensível (intervalo 1,52 a 1,90), 1,36 para o LDL (1,23 a 1,52) e 1,33 para a Lp(a) (1,21 a 1,47). Cada um contribuiu de forma independente. O maior espalhamento de risco veio dos três juntos.
É prevenção primária em mulheres dos Estados Unidos. O consenso de 2024 da National Lipid Association recomenda o ApoB junto do lipidograma, porque ele conta as partículas aterogênicas.
New England Journal of Medicine · 2024 · Consenso · ApoB · 2024
Meta-análise · Circulation
Lp(a) com LDL já tratado
Lp(a) e risco cardiovascular com o LDL já tratado
Dados individuais de 27.658 pessoas em 6 ensaios de estatina contra placebo. Entre quem usava estatina e chegou ao quartil mais baixo de LDL (3,1 a 77,0 mg/dL), Lp(a) acima de 50 mg/dL teve razão de risco 1,38 (1,06 a 1,79) em relação a Lp(a) até 50 mg/dL.
O risco extra da Lp(a) apareceu em todos os quartis de LDL alcançado.
Subestudo de DXA
Tirzepatida · massa magra
Tirzepatida, gordura corporal e massa magra
Em 160 adultos do SURMOUNT-1, às 72 semanas a gordura caiu 33,9% e a massa magra 10,9%. Cerca de 25% do peso perdido foi massa magra, proporção parecida com a do placebo.
Meta-análise
Homocisteína
Complexo B, homocisteína e desfecho cardiovascular
Em 14.539 pessoas com doença coronariana, o complexo B baixou a homocisteína e a reestenose. Infarto e morte cardiovascular não diferiram.
Meta-análise de dados individuais
Vitamina D
Vitamina D diária, vitamina D em bolus e mortalidade por câncer
Em 104.727 pessoas, a mortalidade por câncer caiu nos ensaios de dose diária e não caiu nos de megadose espaçada. O conjunto inteiro não fechou diferença.
Revisão
Bioimpedância · ângulo de fase
Ângulo de fase e sobrevida
O ângulo de fase sai da resistência e da reactância. As revisões descrevem o uso como leitura de integridade da célula, hidratação e dano, sem passar pela equação que estima gordura e músculo.
Em 140 pessoas em hemodiálise, quem sobreviveu 5 anos tinha média 4,55° e quem não sobreviveu, 3,97°. O corte de 4° marcou desnutrição proteico-energética nesse grupo. O estudo é retrospectivo, de uma população em diálise.
Ângulo de fase e saúde celular · Revisão · 2023 · Hemodiálise · Nutrition · 2026
Meta-análise · Thyroid
Selênio · Hashimoto
Selênio na tireoidite de Hashimoto
Em 35 ensaios, o anti-TPO caiu e o T4 livre não mudou. A heterogeneidade do anticorpo foi de 90%.
Coorte · JAMA Internal Medicine
Sauna · homens · Finlândia
Sauna e mortalidade cardiovascular
2.315 homens de 42 a 60 anos, no leste da Finlândia, seguidos por mediana de 20,7 anos. Quem fazia sauna 4 a 7 vezes por semana, comparado a uma vez, teve razão de risco 0,37 para morte súbita cardíaca (intervalo 0,18 a 0,75). Morte coronariana, cardiovascular e por qualquer causa foram na mesma direção (p de tendência ≤ 0,005).
Sessão com mais de 19 minutos, comparada a menos de 11, teve razão 0,48 para morte súbita (0,31 a 0,75). São homens, e o desenho é de coorte: quem vai mais à sauna também vive de outro jeito. O estudo não testa sauna como prescrição.
Coorte · Sleep
Regularidade do sono · UK Biobank
Regularidade do sono e mortalidade
60.977 adultos do UK Biobank, 55% mulheres, idade média 62,8 anos, acelerômetro por dias de vida real. Em média 6,3 anos de seguimento, 1.859 mortes. Nos quatro quintis mais regulares, em relação ao menos regular, o risco de morte por qualquer causa ficou 20% a 48% mais baixo. Câncer, 16% a 39%. Morte cardiometabólica, 22% a 57%.
O ajuste incluiu idade, sexo, etnia, hábitos e saúde. Na comparação dos modelos, a regularidade previu a morte por qualquer causa com mais força do que as horas de sono. É coorte, não ensaio.
Coorte · The Lancet
Força de preensão · 17 países
Força de preensão e mortalidade
Estudo PURE: 139.691 adultos de 35 a 70 anos, em 17 países, mediana de 4 anos. Cada redução de 5 kg na preensão se associou a razão de risco 1,16 de morte por qualquer causa (1,13 a 1,20), 1,17 de morte cardiovascular (1,11 a 1,24), 1,07 de infarto (1,02 a 1,11) e 1,09 de AVC (1,05 a 1,15).
Nesse conjunto, a preensão previu morte por qualquer causa e morte cardiovascular com mais força do que a pressão sistólica. O estudo não mostra que treinar a mão, sozinho, mude esses desfechos.
Revisão com meta-análise
Sensor de glicose · sem diabetes
Sensor de glicose em pessoas sem diabetes
Revisão de 2026: 23 estudos, 1.074 pessoas sem diabetes, 7 deles ensaios randomizados. O sensor se associou a glicemia média mais baixa que o controle (diferença padronizada −0,54; intervalo −1,02 a −0,07). O índice de massa corporal não diferiu.
O ganho de glicemia apareceu em pré-diabetes. Em quem já era normoglicêmico, a revisão não viu benefício glicêmico apreciável. O periódico é o European Journal of Medical Research. O sensor, aqui, é leitura de comportamento, não tratamento de quem não tem alteração.