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Biblioteca científica · CRM-GO 33567
Peptídeos
O que é um peptídeo?
Uma proteína é uma cadeia longa. Um peptídeo é a versão curta, unida por ligações peptídicas. Na clínica, o que importa é a função: o peptídeo sinaliza. Conversa com receptores que a pessoa já tem, e funciona melhor quando o terreno — exame, sono, comida, treino — consegue responder.
Alguns são iguais aos que o corpo produz, ou muito próximos. Outros são sintéticos, desenhados a partir de um fragmento natural. A insulina foi o primeiro peptídeo terapêutico. A classe hoje reúne moléculas com registro e moléculas ainda em pesquisa. Peptídeo pode integrar um plano quando clinicamente indicado, depois da consulta. Vários usos ainda não têm registro na Anvisa para a indicação.
São Petersburgo, Moscou, Kiev, Varsóvia e Zagreb aparecem na ficha quando a literatura principal vem de lá.
24 fichas
Nenhuma ficha com esse filtro.
Reparo tecidual
Cicatrização local e sistêmica.
BPC-157 e reparo tecidual
Predominantemente pré-clínico
- Desenho
- Rato e revisão
- Mediu
- Tendão, intestino e vasos
- Número
- Revisão de 2025 ainda pré-clínica
- Limite
- Ensaio em pacientes não saiu como publicação própria
BPC-157 · revisão 2025
BPC-157 é um fragmento de uma proteína do suco gástrico, estudado há anos em ratos: tendão, intestino, vasos. A revisão de 2025 ainda descreve esse corpo como predominantemente pré-clínico. Em 2026, o mesmo grupo de Zagreb reuniu hemorragia e trombose em roedores, sem mudar os testes de coagulação citados.
As histórias de lesão e reparo que circulam correm na frente do ensaio em pessoas. Os autores citam um programa clínico croata para doença inflamatória intestinal; o artigo de 2006 que menciona esse programa publica um experimento em rato. O ensaio em pacientes, com desfechos e eventos adversos, não saiu como publicação própria. O uso no consultório parte do mecanismo e da experiência clínica, com esse limite à vista.
Zagreb · 2006 · Revisão · 2025 · Hemorragia e trombose · 2026
GHK-Cu, pele e cicatrização
Revisão
- Desenho
- Revisão
- Mediu
- Pele, colágeno, elastina e mucosa
- Número
- Na colite experimental, baixou TNF-α, IL-6 e IL-1β
- Limite
- Ensaios clínicos grandes em pessoas ainda são poucos
GHK-Cu · reparo de tecido
GHK é um tripeptídeo humano. Ligado ao cobre, entra na conversa de reparo: colágeno, elastina, vasos, nervos e fibroblastos da pele. As revisões de 2015 e 2018 descrevem ação em pele, osso, fígado e mucosa, e um conjunto de genes de inflamação e reparo do DNA. Em 2025, num modelo de colite, o GHK-Cu baixou TNF-α, IL-6 e IL-1β e favoreceu o reparo da mucosa.
Entra no plano de pele, cabelo e cicatrização. Os ensaios clínicos grandes, com desfecho em pessoas, ainda são poucos. O que sustenta o uso é o mecanismo e a coerência dos estudos de tecido.
Regeneração da pele · 2015 · Genes e reparo · 2018 · Colite experimental · 2025
Imunomoduladores
Defesa e equilíbrio imune.
Timulina, timosina alfa-1 e imunidade
Acompanhamento clínico
- Desenho
- Estudo aberto e randomizado
- Mediu
- Marcadores inflamatórios na covid-19
- Número
- Sem óbito nos dois grupos
- Limite
- Timulina é mistura do timo; timosina alfa-1 é outra molécula
Timulina · São Petersburgo
A timulina dos estudos russos é uma mistura de peptídeos extraídos do timo. A timosina alfa-1 é um peptídeo de sequência única. O acompanhamento de São Petersburgo e Kiev inclui a timulina entre os braços tratados.
Em 2021, um estudo aberto e randomizado em pessoas hospitalizadas com covid-19, no mesmo instituto, acrescentou timulina ao cuidado padrão. Marcadores inflamatórios caíram mais depressa nesse braço. Não houve óbito nos dois grupos. Uma revisão de Moscou, em 2025, discute a timosina alfa-1 e o envelhecimento do timo a partir de estudos de outros centros.
KPV e inflamação intestinal
Estudo pré-clínico
- Desenho
- Laboratório
- Mediu
- Inflamação em modelo de colite
- Número
- Artigo de 2008
- Limite
- Achado de mecanismo, sem ensaio em pessoas
KPV · modelo de colite
KPV é um tripeptídeo tirado do fim do hormônio alfa-MSH. Num estudo de laboratório, entrou na célula intestinal por um transportador e reduziu inflamação em modelos de colite.
O achado é de mecanismo, em modelo de colite.
LL-37 e úlcera venosa
Ensaio clínico randomizado
- Desenho
- Ensaio controlado
- Mediu
- Fechamento de úlcera venosa
- Número
- Aplicação na pele, 2014
- Limite
- Estudo de pele aberta, não de cápsula
LL-37 · úlcera venosa de perna
LL-37 é um peptídeo antimicrobiano humano, da família das catelicidinas. Num ensaio controlado, a versão sintética aplicada em úlcera venosa de difícil cicatrização foi segura e acelerou o fechamento de parte das feridas.
O estudo é de pele aberta — não de cápsula para imunidade ou longevidade.
Secretagogos de GH
Sinal para o corpo liberar hormônio do crescimento.
Ipamorelina e hormônio do crescimento
Estudo pré-clínico
- Desenho
- Modelo experimental e farmacocinética
- Mediu
- Liberação de GH
- Número
- 40 homens; meia-vida de 2 horas
- Limite
- Falta ensaio grande de composição corporal
Ipamorelina · modelos experimentais
O trabalho de 1998 descreveu a ipamorelina como secretagogo de hormônio do crescimento mais seletivo em modelos experimentais: liberava GH com menos efeito sobre o cortisol. Em voluntários, 1999, 40 homens em cinco doses: meia-vida de 2 horas, pico de GH aos 0,67 hora, concentração para metade do estímulo de 214 nmol/L.
CJC-1295 é o análogo de GHRH que entra nesse par. Falta ensaio grande de composição corporal ou longevidade. Em 2026, endocrinologistas de Poznań mapearam o que circula nesse eixo e a distância até o ensaio de eficácia. Na consulta, isso pesa tanto quanto o nome.
Artigo original · 1998 · Farmacocinética · 1999 · Revisão de Poznań · 2026
Tesamorelina e gordura visceral
Ensaio clínico randomizado
- Desenho
- Ensaio randomizado e meta-análise
- Mediu
- Gordura visceral em HIV
- Número
- −21,47 cm² em 909 pessoas
- Limite
- Uso fora de HIV é extrapolação
Tesamorelina · NEJM
A tesamorelina imita o hormônio que pede ao corpo para liberar hormônio do crescimento. No ensaio do New England Journal of Medicine, pessoas com HIV e gordura visceral receberam o peptídeo ou placebo, e a gordura profunda do abdômen diminuiu mais no grupo tratado. No seguimento de 2010, na JCEM, a gordura visceral caiu 24 cm² com tesamorelina e subiu 2 cm² com placebo, às 26 semanas; a redução se manteve até 52 semanas.
A meta-análise de 2026 reuniu 4 ensaios e 909 pessoas: gordura visceral −21,47 cm², cintura −1,61 cm. Houve mais efeito adverso ligado ao hormônio do crescimento. Em 2024, o peptídeo foi reavaliado em quem usa inibidor de integrase. Em 2025, um ensaio aberto de 6 meses, 73 pessoas, testou cognição em HIV com obesidade abdominal. O uso fora de HIV é extrapolação.
NEJM · JCEM · 2010 · Integrase · 2024 · Cognição · 2025 · Meta-análise · 2026
Neuroativos
Cognição, foco e ansiedade.
Selank e ansiedade
Ensaios clínicos
- Desenho
- Ensaios clínicos menores
- Mediu
- Ansiedade e cansaço mental
- Número
- Em 2015, efeito mais cedo com benzodiazepínico associado
- Limite
- Estudos pequenos
Selank · transtorno de ansiedade
O selank é um peptídeo sintético inspirado numa molécula do sistema imune. Ensaios russos compararam o efeito ansiolítico ao de um benzodiazepínico e descreveram também efeito sobre cansaço mental.
São estudos menores, fora do circuito dos grandes periódicos internacionais. Em 2015, um ensaio comparou o benzodiazepínico sozinho com o mesmo medicamento associado ao selank: o efeito na escala de ansiedade apareceu mais cedo no grupo combinado, com menos efeitos indesejáveis do benzodiazepínico.
Semax e recuperação após AVC
Ensaios clínicos
- Desenho
- Ensaios clínicos
- Mediu
- Recuperação depois do AVC
- Número
- 187 pessoas em 2005
- Limite
- Amostra pequena para mudar conduta
Semax · AVC isquêmico
O semax deriva de um pedaço do hormônio ACTH. Ensaios russos acompanharam pessoas na fase aguda do AVC e, depois, na reabilitação, olhando recuperação motora e um marcador de plasticidade cerebral.
A amostra é pequena diante do que se exige hoje para mudar conduta. A leitura fica no campo da pesquisa. Em 2005, 187 pessoas com insuficiência cerebrovascular foram acompanhadas: houve melhora clínica e boa tolerância, inclusive em idade avançada. Um trabalho de 2018 voltou ao semax em fases diferentes do AVC isquêmico.
Fase aguda · 1997 · Insuficiência cerebrovascular · 2005 · Fases do AVC · 2018
Dihexa e memória
Estudo pré-clínico
- Desenho
- Camundongo
- Mediu
- Aprendizado espacial
- Número
- Artigo de sinapse retratado em 2025
- Limite
- Não há ensaio clínico em humanos
Dihexa · memória
A dihexa é um análogo da angiotensina IV, desenhada para atravessar a barreira hematoencefálica e atuar na via do fator de crescimento de hepatócitos. Em camundongos APP/PS1, recuperou o aprendizado espacial, aumentou neurônios e a proteína de sinapse, e reduziu citocinas inflamatórias pela via PI3K/AKT.
Um artigo anterior, sobre sinapses, foi retratado em 2025. O estudo de 2021 permanece. Ainda não há ensaio clínico em humanos.
Melanocortina
Pigmentação, fotoproteção e desejo.
Melanotan II e a pigmentação da pele
Ensaio clínico
- Desenho
- Ensaio piloto
- Mediu
- Pigmentação da pele
- Número
- 3 homens em 1996
- Limite
- Sem registro para bronzeamento
Melanotan II · bronzeamento
Melanotan II é um análogo cíclico do hormônio α-MSH. No ensaio piloto de 1996, três homens saudáveis receberam o peptídeo debaixo da pele. A pele escureceu também em áreas que não tinham tomado sol. Náusea, rubor e ereção espontânea apareceram no mesmo estudo. Foi essa ereção que abriu a linha do PT-141.
Não há registro na Anvisa nem no FDA para bronzeamento. O que circula como “peptídeo do bronze” é produto sem licença. Uma revisão de 2017 descreve nevos novos, nevos que mudam e relatos de melanoma durante ou logo depois do uso — sem prova de causa. Na leitura funcional, pigmento é sinal de melanócito, não atalho estético sem exame de pele.
Ensaio piloto · 1996 · Ereção e motivação sexual · 2000 · Revisão de riscos · 2017
Melanotan I, o análogo com ensaio grande
Ensaio clínico randomizado
- Desenho
- Dois ensaios de fase 3
- Mediu
- Horas de sol sem dor na protoporfiria
- Número
- 69,4 h contra 40,8 h no ensaio americano
- Limite
- Registro é fotoproteção nessa doença
Melanotan I · afamelanotida · NEJM
Melanotan I é o análogo mais seletivo, depois chamado afamelanotida. Em 1991, um ensaio em voluntários mostrou que a injeção subcutânea pigmentava a pele. Em 2015, dois ensaios de fase 3 no NEJM testaram o implante em pessoas com protoporfiria eritropoética — doença em que o sol dói. Nos Estados Unidos, 94 pessoas; na União Europeia, 74. O desfecho foi horas de sol direto sem dor.
No ensaio americano, a mediana foi 69,4 horas no grupo tratado e 40,8 horas no placebo. No europeu, 6,0 horas contra 0,8 hora, com menos crises de fototoxicidade (77 contra 146). Esse é o uso com registro nos EUA e na Europa: fotoproteção nessa doença, não bronze de prateleira. O PT-141 fica na ficha ao lado, para desejo.
PT-141 e desejo sexual
Ensaio clínico randomizado
- Desenho
- Dois ensaios RECONNECT
- Mediu
- Desejo e o incômodo ligado a ele
- Número
- 1.267 mulheres, 24 semanas
- Limite
- Aprovação do FDA na pré-menopausa
PT-141 · bremelanotida · desejo sexual
A bremelanotida é um agonista dos receptores de melanocortina. Nos dois ensaios RECONNECT, 1.267 mulheres na pré-menopausa com transtorno do desejo sexual hipoativo receberam o peptídeo ou placebo por 24 semanas. Os desfechos principais foram o desejo e o incômodo ligado a ele. Das 856 que terminaram a fase cega, 684 seguiram 52 semanas em aberto: náusea 40,4%, rubor 20,6%, cefaleia 12,0%.
Análises de subgrupo, em 2022, e o relato da experiência da paciente, em 2021, saíram do mesmo programa. Esse conjunto sustentou a aprovação pelo FDA para essa indicação, em mulheres na pré-menopausa. Na consulta, o peptídeo entra quando o quadro clínico pede.
RECONNECT · 2019 · Segurança em 52 semanas · Experiência da paciente · 2021 · Subgrupos · 2022
Saúde sexual
Sinal do eixo reprodutivo.
Kisspeptina e o eixo reprodutivo
Ensaio clínico randomizado
- Desenho
- Ensaios em pessoas
- Mediu
- Eixo reprodutivo e maturação dos óvulos
- Número
- 53 mulheres em fertilização in vitro
- Limite
- Resposta cerebral a pistas de atração em homens saudáveis
Kisspeptina · reprodução e desejo
A kisspeptina acorda o hormônio que comanda as gonadotrofinas. Em 2005, kisspeptina-54 estimulou o eixo em homens. Em 53 mulheres em fertilização in vitro, foi o gatilho do pico de LH e da maturação dos óvulos.
Em homens saudáveis, ensaios com ressonância mostraram aumento da resposta cerebral a pistas de atração — olfato, imagem e o processamento sexual e emocional. Cabe no plano de reprodução e libido.
Eixo em homens · 2005 · Maturação ovocitária · 2014 · Cérebro sexual e emocional · 2017 · Atração em homens · 2020
Longevidade
Pineal e envelhecimento.
Epitalon, epitalamina e pineal
Acompanhamento clínico
- Desenho
- Acompanhamento clínico antigo
- Mediu
- Melatonina, retina, infecção e mortalidade
- Número
- 266 pessoas, 6 a 8 anos
- Limite
- Sem o cegamento que se exige hoje
Epitalon e epitalamina · São Petersburgo e Kiev
A epitalamina é um extrato da glândula pineal. O epitalon é o tetrapeptídeo sintético derivado dela. Em idosos, um curso de epitalamina modulou a melatonina da noite: a concentração subiu em quem tinha a pineal pouco ativa. Numa série de lesão degenerativa da retina, o epitalon se associou a melhora clínica na maior parte dos casos.
O acompanhamento mais longo reúne o Instituto de Biorregulação de São Petersburgo e o Instituto de Gerontologia de Kiev: 266 pessoas idosas, observadas por 6 a 8 anos. Infecção respiratória e mortalidade foram menores nos grupos que receberam timulina, epitalamina ou as duas, em relação ao controle. O desenho é antigo, de um único grupo de pesquisa, sem o cegamento que se exige hoje. Uma revisão de Varsóvia e Bydgoszcz, de 2025, junta essa linha e deixa o limite visível.
Melatonina · 2004 · Retina · 2002 · Acompanhamento · 2002 · Revisão polonesa · 2025
Energia mitocondrial
Mitocôndria, músculo e metabolismo.
MOTS-c e metabolismo
Estudo pré-clínico
- Desenho
- Camundongo
- Mediu
- Insulina, peso e capacidade física
- Número
- Efeito mesmo quando o tratamento começa tarde
- Limite
- Em pessoas, o dado é o exercício elevando o MOTS-c
MOTS-c · camundongos
MOTS-c é produzido a partir do DNA mitocondrial. No trabalho que o apresentou, camundongos tratados ficaram mais sensíveis à insulina e resistiram melhor ao ganho de peso de uma dieta gordurosa.
Em 2021, o mesmo grupo mostrou que o peptídeo aumenta a capacidade física em camundongos jovens, de meia-idade e idosos — inclusive quando o tratamento começa tarde na vida. No ser humano, o exercício eleva o MOTS-c no músculo e no sangue.
Elamipretida e função mitocondrial
Ensaio clínico randomizado
- Desenho
- Ensaio cruzado e extensão aberta
- Mediu
- Caminhada de 6 minutos na síndrome de Barth
- Número
- +95,9 metros até 36 semanas
- Limite
- O ensaio grande de miopatia não confirmou caminhada nem fadiga
SS-31 · elamipretida · mitocôndria
A elamipretida se liga à cardiolipina, lipídio da membrana interna da mitocôndria. Na síndrome de Barth, um ensaio cruzado de 12 semanas não bateu os desfechos principais; na extensão aberta, até 36 semanas, a distância no teste de caminhada de 6 minutos aumentou 95,9 metros.
Um estudo menor, em adultos com miopatia mitocondrial, sugeriu menos fadiga. O ensaio seguinte, maior, não mostrou benefício nos desfechos principais de caminhada e fadiga. Os dois resultados convivem: o sinal está na mitocôndria e no acompanhamento mais longo; o ensaio grande de miopatia primária não confirmou aquele desfecho.
Síndrome de Barth · 2021 · Miopatia · estudo menor · MMPOWER-3
Leste Europeu, estudos mais recentes
São Petersburgo, Moscou e Zagreb. Nenhum destes cinco é ensaio clínico grande em pacientes.
Epitalon e neurogênese
Estudo de laboratório
- Desenho
- Célula
- Mediu
- Genes de diferenciação neuronal
- Número
- RNA mensageiro 1,6 a 1,8 vez
- Limite
- Experimento em célula
Epitalon · São Petersburgo · 2020
Grupo de São Petersburgo expôs células-tronco mesenquimais da gengiva humana ao tetrapeptídeo AEDG, o epitalon. Mediu genes e proteínas ligados à diferenciação neuronal.
Subiu a síntese de nestina, GAP43, β-tubulina III e doublecortina. O RNA mensageiro desses marcadores aumentou de 1,6 a 1,8 vez. Um modelo molecular sugere ligação do peptídeo a histonas H1 que tocam o DNA. O experimento é em célula.
Dipeptídeos KE e EW da timulina
Estudo de laboratório
- Desenho
- Laboratório
- Mediu
- Genes e proteínas da resposta inflamatória
- Número
- Dipeptídeos KE e EW
- Limite
- O estudo em pessoas hospitalizadas é o de 2021
Timulina · São Petersburgo · 2023
A timulina usada nesse instituto é um extrato do timo. Este trabalho isola dois dipeptídeos ativos, KE e EW, e olha a expressão de genes e a síntese de proteínas ligadas à resposta inflamatória descrita na covid-19.
O artigo discute interação com DNA e com vias inflamatórias. É laboratório. O estudo em pessoas hospitalizadas com covid-19 está no texto da timulina, de 2021.
EDR, KED, epitalon e neurônio
Estudo de laboratório
- Desenho
- Neurônio de laboratório
- Mediu
- Árvore dendrítica
- Número
- Mais prolongamentos e maior comprimento
- Limite
- Experimento em célula de doadores idosos
EDR, KED e epitalon · São Petersburgo · 2024
Fibroblastos de doadores idosos foram convertidos em neurônios. Sobre essas células, o grupo testou os tripeptídeos EDR e KED e o tetrapeptídeo AEDG, o epitalon.
Os três aumentaram a árvore dendrítica: mais prolongamentos primários e maior comprimento total. O EDR reduziu dano oxidativo no DNA. Os tripeptídeos não mudaram mitocôndria, lisossomo nem a proteína p16. O experimento é em neurônio de laboratório.
Semax e amiloide
Estudo em camundongo
- Desenho
- Camundongo
- Mediu
- Cognição e amiloide
- Número
- Menos inclusões no córtex e no hipocampo
- Limite
- Modelo transgênico, sem ensaio em pessoas
Semax · Moscou · 2025
Instituto de Genética Molecular, em Moscou, publicou na Acta Naturae. Camundongos transgênicos usados como modelo de Alzheimer receberam semax ou um derivado.
Nos testes de campo aberto, reconhecimento de objeto novo e labirinto de Barnes, os dois peptídeos melhoraram o desempenho cognitivo. A histologia mostrou menos inclusões de amiloide no córtex e no hipocampo. O experimento é em camundongo.
BPC-157, hemorragia e trombose
Revisão pré-clínica
- Desenho
- Revisão pré-clínica
- Mediu
- Hemorragia e trombose em roedores
- Número
- Sem mudança nos testes de coagulação citados
- Limite
- Ensaio em pacientes não publicado
BPC-157 · Zagreb · 2026
Revisão do grupo de Zagreb sobre citoproteção como leitura comum para sangramento e trombo. O eixo é o BPC-157.
Em roedores, o peptídeo contrapôs hemorragia e trombose sem alterar diretamente os testes de coagulação citados (agregometria e tromboelastometria). O artigo reúne experimento em roedores e o marco do próprio grupo. O limite clínico continua o da revisão de 2025: o ensaio em pacientes não saiu como publicação própria.
Vias de aplicação
Vias de aplicação do peptídeo
Farmacologia e ensaio de sítios
- Desenho
- Farmacologia e ensaio de sítios
- Mediu
- Barriga, coxa e braço
- Número
- A dose chegou ao sangue nos três sítios
- Limite
- A via é da molécula e da consulta
Subcutânea, intramuscular, nasal, oral e tópica
Peptídeo é cadeia de aminoácidos. No estômago e no fígado, peptidases quebram a maior parte dele. Por isso a via oral costuma ter biodisponibilidade baixa, salvo molécula desenhada para isso — o orforglipron é um agonista de GLP-1 em comprimido, não um peptídeo clássico. A via subcutânea coloca o peptídeo no tecido sob a pele e evita essa primeira passagem. É a via da caneta de tirzepatida e de semaglutida, da tesamorelina e da bremelanotida. A intramuscular entra no músculo e costuma absorver mais depressa; entra em alguns secretagogos, quando a prescrição pede.
A nasal é a via dos ensaios de selank e de semax: pelo nariz, sem agulha, com absorção que varia. A tópica serve ao GHK-Cu em pele. A endovenosa fica para ambiente clínico. Num estudo com GLP-1 nos três lugares da injeção debaixo da pele — barriga, coxa e braço — a dose chegou ao sangue nos três. No braço, um pouco mais do que na barriga; na coxa, quase igual. A via é da molécula e da consulta, não do frasco.
Taspoglutida · três sítios · 2015 · Canetas emagrecedoras · modo de aplicação
Modo de aplicação
Rotação do ponto e locais adequados
Farmacocinética e consenso
- Desenho
- Farmacocinética e consenso
- Mediu
- Lipohipertrofia no sítio repetido
- Número
- 29% a 76% com insulina sempre no mesmo lugar
- Limite
- Rodar o ponto a cada dose
Subcutâneo · rotação do ponto
Quando a via é subcutânea — caneta ou seringa —, o ponto entra no abdômen, na face ântero-lateral da coxa ou na face posterior do braço. Rodar o sítio a cada dose. A lipohipertrofia, nódulo de gordura no local repetido, aparece em 29% a 76% de quem aplica insulina sempre no mesmo lugar. O consenso de 2026 apontou a rotação inadequada como o fator modificável mais forte: a absorção fica imprevisível. No abdômen, quatro zonas, dois dedos longe do umbigo, dois a três centímetros do furo anterior.
- Abdômen4 zonas · 2 dedos do umbigo
- CoxaFace ântero-lateral
- BraçoFace posterior · terço médio
- Troque o ponto a cada dose.
- Deixe 2 a 3 cm do furo anterior.
- Se surgir nódulo, descanse aquela zona.
- Não aplique em pele inflamada ou cicatriz.
Taspoglutida · três sítios · 2015 · Consenso · lipohipertrofia · 2026
Perguntas
Perguntas que chegam na consulta.
O que é um peptídeo? É a mesma coisa que o Mounjaro?
Uma proteína é uma cadeia longa. Um peptídeo é a versão curta. A insulina foi o primeiro peptídeo terapêutico. A classe reúne moléculas com registro e moléculas ainda em pesquisa.
Mounjaro é tirzepatida. Na página de canetas emagrecedoras, a bula no Brasil inclui diabetes tipo 2, controle de peso e apneia do sono em adultos com obesidade. BPC-157, selank, semax, epitalon e os demais são moléculas diferentes, cada uma com o seu estudo.
Peptídeo recupera tendão?
Os estudos do BPC-157 são em ratos: tendão, intestino, vasos. A revisão de 2025 ainda classifica esse corpo como predominantemente pré-clínico. O ensaio em pacientes, com desfechos e eventos adversos, não saiu como publicação própria.
Serve para pele e cabelo?
GHK é um tripeptídeo humano. Ligado ao cobre, as revisões descrevem colágeno, elastina, vasos e fibroblastos da pele, e também osso, fígado e mucosa gástrica.
Os ensaios clínicos grandes, com desfecho em pessoas, ainda são poucos. Entra no plano de pele, cabelo e cicatrização.
Serve para emagrecer?
Os ensaios grandes de peso estão na página de canetas: tirzepatida e semaglutida. A tesamorelina, no NEJM, diminuiu gordura visceral em pessoas com HIV e acúmulo de gordura abdominal.
MOTS-c, nos camundongos, resistiu melhor ao ganho de peso de uma dieta gordurosa e aumentou a capacidade física. No ser humano, o exercício eleva o MOTS-c no músculo e no sangue. Ipamorelina não tem ensaio clínico grande de composição corporal.
Ipamorelina com CJC-1295 aumenta músculo ou melhora o sono?
A ipamorelina foi descrita como secretagogo de hormônio do crescimento mais seletivo em modelos experimentais, com menos efeito sobre o cortisol. CJC-1295 é o análogo de GHRH que entra nesse par.
Sono não aparece nesses estudos. Também não há ensaio clínico grande, em humanos, para composição corporal ou longevidade. A revisão de Poznań, de 2026, é leitura de cautela.
Serve para desejo sexual?
Nos dois ensaios RECONNECT, 1.267 mulheres na pré-menopausa com transtorno do desejo sexual hipoativo receberam bremelanotida ou placebo por 24 semanas. Os desfechos foram o desejo e o incômodo ligado a ele. Esse conjunto sustentou a aprovação pelo FDA para essa indicação, em mulheres na pré-menopausa.
A kisspeptina, em 53 mulheres em fertilização in vitro, foi o gatilho da maturação dos óvulos. Em homens saudáveis, ensaios com ressonância mostraram aumento da resposta cerebral a pistas de atração.
E o peptídeo do bronzeamento?
Melanotan I e Melanotan II são análogos do hormônio α-MSH. O Melanotan II, no ensaio de 1996, pigmentou a pele também sem sol e trouxe náusea, rubor e ereção espontânea. Não tem registro para bronzeamento. A revisão de 2017 descreve nevos novos e nevos que mudam com o uso sem licença.
O Melanotan I, ou afamelanotida, tem o ensaio do NEJM em protoporfiria eritropoética: mais horas de sol sem dor. Esse é o uso com registro nos EUA e na Europa. O PT-141, da mesma família, é o ensaio de desejo sexual.
Serve para foco e ansiedade?
O selank, em ensaios russos menores, foi comparado a um benzodiazepínico no efeito ansiolítico e também descrito sobre cansaço mental. Em 2015, o efeito na escala de ansiedade apareceu mais cedo quando o benzodiazepínico vinha associado ao selank, com menos efeitos indesejáveis do benzodiazepínico. São estudos pequenos. Não fecham indicação.
O semax foi testado depois do AVC isquêmico, em amostras pequenas para o padrão de hoje, e em 2005 em 187 pessoas com insuficiência cerebrovascular. A dihexa recuperou aprendizado espacial em camundongos. Um artigo anterior de sinapse foi retratado em 2025. Não há ensaio clínico de dihexa em humanos.
BPC-157 junto com timosina beta-4 funciona?
Não há, aqui, estudo de timosina beta-4 nem das duas moléculas juntas em pessoas. Em reparo, o que está publicado nesta página é o BPC-157.
Em quanto tempo o efeito aparece?
Nenhum destes estudos marca um prazo para uma pessoa sentir mudança. Onde há duração, o número é o tempo de acompanhamento.
24 semanas nos ensaios de desejo da bremelanotida. 72 semanas no ensaio que comparou tirzepatida e semaglutida. Até 36 semanas na extensão aberta da elamipretida na síndrome de Barth.
É seguro?
Segurança, aqui, é o que cada estudo mediu. No BPC-157, o ensaio em pacientes com eventos adversos não saiu como publicação própria. No LL-37, o ensaio em úlcera venosa de perna descreveu a aplicação como segura naquele estudo de pele. No semax de 2005, a amostra descreveu boa tolerância, inclusive em idade avançada. Na elamipretida, o ensaio grande de miopatia primária não confirmou caminhada nem fadiga.
Nada disso é garantia para outra pessoa. Peptídeo pode integrar um plano quando clinicamente indicado, depois da consulta, com exames e acompanhamento.
BPC-157 · LL-37 · Semax · Elamipretida
Tem registro na Anvisa?
Muitos peptídeos desta página não têm registro na Anvisa para as indicações discutidas, ou estão em pesquisa. Parte das medicações citadas ainda não tem registro para uso clínico.
A tirzepatida, na página de canetas, tem bula no Brasil para diabetes tipo 2, controle de peso e apneia do sono em adultos com obesidade. A bremelanotida tem aprovação do FDA para desejo sexual hipoativo em mulheres na pré-menopausa. Não há, nesta página, afirmação de registro brasileiro da bremelanotida. A retatrutida não tem produto aprovado para uso clínico.
Tirzepatida emagrece mais do que semaglutida?
No SURMOUNT-5, ensaio aberto de 72 semanas com 751 adultos com obesidade e sem diabetes tipo 2, o peso caiu 20,2% com tirzepatida e 13,7% com semaglutida. A cintura caiu 18,4 cm e 13,0 cm. Quem participava sabia qual medicação recebia.
A retatrutida já pode ser usada?
O estudo é de fase 2, em 48 semanas, em adultos com obesidade. A perda de peso foi maior do que com placebo. Náusea e desconforto gástrico apareceram com frequência. Não há produto aprovado para uso clínico.
O GHK-Cu do creme é o mesmo da injeção?
Os estudos descrevem o tripeptídeo no tecido: pele, colágeno, elastina, fibroblastos. Não comparam creme e injeção. Ensaios clínicos grandes, com desfecho em pessoas, ainda são poucos.